27 Jun

Quem serão os primeiros vencedores da nossa 1ª Ésse-Vê League?

SEPCHUPS

A versão Sem-Vergonha da Champions League contou com a participação dos TOPs do PSV e julgamento de Roberto Kilciauskas e Pedro Rosa, dupla de criação da Lew’Lara/TBWA.

EsseVe-League

Antes de mais nada, gostaria de dar uma palinha sobre os critérios de avaliação:
O anúncio vende?
Propaganda foi feita para vender. Para vender o produto, não o publicitário. Aquele papo de idéia engraçadinha, com uma sacada só pela sacada está em extinção. E os donos delas também. Temos sempre que lembrar que propaganda antes de mais nada é um negócio. Ele tem que gerar dinheiro para o cliente, que vai gerar dinheiro para a agência, que vai gerar dinheiro para o funcionário, que vai gerar um lindo colar de ouro para a esposa do funcionário que chegou em casa bêbado às 3h da manhã.

Por “vender”, entendemos: venda direta e venda indireta. A primeira é aquela que o cara vê o anúncio, vai lá e compra. A venda indireta é relativa a construção de marca, portanto, posicionamento de produto. Posicionar um pirulito não é fácil (sem, sem). É um produto para criança que tem que ser visto como “cool” pelos adultos. Porque não é o sabor docinho ou o formato pitoresco que vão fazer você comprar. Espero…

Bom, acho que ficou claro que o critério “anúncio que vende” engloba “anúncio que tem atitude”, “anúncio conceitual”, “anúncio que posiciona a marca de uma maneira diferente” e outras coisas entre aspas mais.

Falando, dos anúncios, é foda dizer parabéns a todos e premiar só alguns. Mas como o pódio foi feito para caberem só 3: parabéns a todos. E agora vamos à segunda parte, e premiar só alguns.

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Criação: Igor Melo

Considerações do Bob: Se fosse meu, colocaria na pasta. Mas como não é, vou colocar aqui, no primeiro lugar. A foto é de criança, mas com uma luz nada infantil. É uma idéia que tá na boca de todo mundo (com, com), mas com uma execução diferente e inusitada. Um anúncio de um produto para criança com a cara que os adultos gostariam de ver. Um primeiro lugar com cara de grand prix.

Considerações do Pedro: Ideia boa. Execução boa. Campanha ducaralho. Se fosse nosso, faríamos uma versão poster também. Esses posteres seriam colados em paredes com uma textura linda, na altura média de uma criança. Talvez nessa execução as crianças poderiam aparecer de corpo inteiro. Fica a sugestão : )

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Criação: Diego Lauton e Hayre Borges

Considerações do Bob: Linguagem super pertinente. Direção de arte maneira. Texto com um tom intrigante. Ah se tivesse um conceitozinho…

Pedro: É muito boa a defesa do anúncio. Faltou uma defesa da ideia. O conceito faria esse papel.

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Criação: Mauro Sérgio de Morais e Bruno Pinas

Bob: Anúncio super atual e é por isso que está aqui. Não sei se o conceito é “cale bocas”, mas a mensagem final é. Esse conceito poderia ser escrito de outra maneira, de um jeito menos direto talvez. Um anúncio que serve tanto para quem vai acompanhar a Copa pela Globo quanto quem vai narrar a Copa da Globo.

Pedro: Bom o argumento. Um jeito diferente de vender o produto. Acho também que ficou muito literal o conceito. E acho que a ideia merecia uma Direção de Arte mais diferente também, como o argumento.

Menção honrosa
Ricardo Brito com a peça Halteres.

Bob: O título é muito bom. A imagem é pertinente. Fala de sexo de um jeito sutil e inteligente. A direção de arte poderia ser retrabalhada (mas mantendo o haltere).

Pedro: Engraçado. A direção de arte poderia ser melhor pensada.

Com isso fechamos a nossa Primeira Ésse-Vê League.

Em nome da galera que contribui com o site, agradeço à dupla da Lew’Lara que, mesmo com prazos insanos no trabalho, curtiu, analisou e julgou as peças do Brief 29,5.
A todos os que responderam ao chamado da League e àqueles que, mesmo sumidos, voltaram, criaram um fantasma e provaram ser sem-vergonha pracaralho.

Parabéns!

Daqui um ano tem mais.

09 Jun

Criatividade e guaraná, que programa legal

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Resultado final recebido do Adonis Alonso, do Blog do Adonis.

Publicidade é oportunidade. E Guaraná Antarctica busca se aproveitar disso, numa linguagem pop, alegre, divertida, ora falando de futebol, ora de sensualidade, praia e Brasil.
Diante disso é oportuno, além de fugir do que já foi explorado pelo próprio Guaraná e seus concorrentes, uma campanha que aproveitasse dessa onda de Mulheres Frutas de hoje em dia.
Elas estão nos programas Pops, nas baladas e nas revistas. Seria interessante o Guaraná símbolo do país apresentar a sua versão do sabor mais cobiçado do Brasil.

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Luiza Werfel

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Menção Honrosa

Diferenças

Uma menção honrosa seria a peça das Formigas.  Boa peça, a ideia é visual. Foge da sensualidade para valorizar o diferencial do produto.

Update do Adonis: Mantenho integralmente meu voto. Acho muito bom que haja críticas e contestações. Mas sou jurado de vários prêmios, inclusive o Colunistas Brasil e Regionais há 20 anos. Sei o que funciona em júris. Essa peça funciona. Está mal produzida? Sim, como boa parte das concorrentes. Mas a idéia da mulher magra para o Guaraná Zero, a brincadeira com as mulheres-frutas que atualmente invadiram as TVs, tudo isso é muito pertinente. Comunicação da guarará, para o público-alvo composto de adolescentes, tem que ser direta e através de um tema atual. Portanto, continuo com o mesmo voto, sem medo de errar.

11 May

Se mandaram bem Sob o Sol da Índia, imagina sob o ar-condicionado de sua agência

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Parecer do Vinícius Theodoro, Victor Pencak e Natasha Cassar da Agência Frog:

Primeiro de tudo: parabéns a todos pela iniciativa de participar. Porém, é necessário que saibam como é primordial ter boas referências. Quem tem referência, quem vê coisa boa, faz coisa boa. Não erra na escolha de fontes, na diagramação, nem muito menos erra no português. Redatores, vocês não podem errar o português. Todos: não esqueçam de ter como referência sites, agências, profissionais de mercado, anuários, palestras. E, o mais legal de tudo: referência de vida. Seguindo o básico e buscando sempre um bom conceito, não tem como dar errado. O resto é suor. Prática. Ritmo. Esforço. E todos estão no caminho. Parabéns a todos pela participação!

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Diego Lauton

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Gostamos de cara. Todo mundo riu, achou legal, gostou do link da associação, gostou da ideia, e tudo mais. Parabéns, Diego Lauton. Só se liga um pouquinho na escolha das fontes, e na diagramação do layout, beleza? Tirando isso, a peça é bem legal.

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Direção de arte:  Léo Medeiros
Redação: André Bundoor Rafanhin

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Está super bonita. Gostamos da ideia do livro ser indicado até pelos deuses. Parabéns!

É isso, pessoal. Todos são vencedores pela iniciativa. Agora é focar e ralar muito. Afinal, criatividade é prática. Muita prática. E não acontece sem foco e muita referência. Parabéns, galera. Tenho certeza q um dia vou encontrar com vocês numa agência dessas da vida.

AREBABA!

21 Apr

Is GREAT to be a PIRATE. Is GREAT to be a TOPS

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Yo-Ho Ho e uma propaganda com rum.

Desce o resultado da equipe de criação da agência Megg.

Argh! Com mil diabos seus cães sarnentos do mar. Vocês deram muita dor-de-cabeça para o ardiloso capitão e a sua equipe. No navio, quem trabalha é o marujo – todos de água doce – mas desta vez quem ralou mesmo fomos nós.

Foram mais de 50 peças enviadas. Nesse butim, salvam-se algumas (boas) e a grande maioria vai nadar com os tubarões. É isso ai. Vejo um bom progresso dos últimos briefings até aqui, mas ainda acho que falta referência para o pessoal. Alguns devem ter percebido que insisti bastante nesse ponto. Ninguém nasce gênio em propaganda (só o vitinho, como diria o Maurão). É preciso muita ralação para desenvolver estilo e background, para ai sim tornar-se um bom criativo – não confunda criativo com boas idéias, qualquer um pode ter uma a qualquer momento. Eu procurei também comentar todos os trabalhos postados, pois considero a crítica parte essencial do desenvolvimento pessoal. E, por outro lado, me ajuda muito enquanto publicitário em formação (aprendi tanto quanto vocês avaliando essa bagunça toda).

E galera, cuidado com os erros de português e gramática. Isso não pode acontecer, definitivamente. Se não temos um revisor, o cuidado deve ser redobrado. Nem pense em chegar em uma agência com portfólio contendo erros ortográficos. Sejam chatos com vocês mesmos.

Condenados à parte, vamos aos promovidos à lustradores de convés. Escolhemos dois Corçários que merecem navegar em mares nunca d’antes navegados. São eles:

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Linus “Barbarossa” Dutra

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O Linus conseguiu fazer o que mais nenhum Ésse-Vê fez nesse brief: o uso criativo e adequado do meio. Como disse o Wada, o Sao-Feng (porém 3 vezes mais cruel que o original) aqui da Megg: “é o tipo de peça que me chamaria a atenção e do qual eu falaria depois”.

É isso ai pessoal, a peça gera burburinho, diz-que-me-diz e está bem resolvida. A direção de arte ficou bacana, o texto bem adequado e ainda aplicou um mock-up, dando um maior cuidado à apresentação final. Faço só uma resalva para a quantidade de texto que pode cansar um pouco (mesmo adorando os anúncios das décadas de 70 e 80 com páginas e mais páginas de texto) as pessoas.

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Direção de arte: Diego Lauton
Redação: Hayre Borges

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Aqui temos um belo e tradicional anúncio para revista. Não inovaram no formato porém mandaram muito bem na criatividade. A sacada do título com o tapa-olho matou a pau. Parabéns. Usaram uma referência ao pirata romântico, com olho de vidro e perna de pau e mostraram as consequências que a pirataria traz para a sociedade. É um anúncio que, no mínimo, faz as pessoas ficarem curiosas.

O texto também ficou bem resolvido. Só o tiraria o “lhe impede” do título, que é muito formal para uma peça descontraída como essa, mesmo tratando de algo sério. Direção de arte show, valorizando o all-type. Mas temos um conselho: dêem uma estudada melhor nesse layout. Achamos que vocês podem fazer melhor.

De resto, põe na pasta que é sucesso.

Menções Honrrosas:

Sinais / Braile, do Danilo Veloz (Direção de Arte) e do Alessandro Ribeiro (redação)

Aqui foi o caso de uma puta idéia, que saiu do clichê, mas que acabou ficando um pouco confusa após a execução. Mostramos os anúncios para algumas pessoas e elas demoraram a entender sobre o que era. Talvez um texto que explicasse melhor essa história ajuda-se. Vale a pena levar de volta à prancheta que sai sangue. A direção de arte ficou show. A redação precisa melhorar.

Uns tem, outros não, do Léo Medeiros (Diretor de Arte) e do André Rafanhin (redação).

Colocamos o Holandês-Voador aqui pelo cuidado na produção dos anúncios e das fotos. Mas só e somente só. É uma peça que lida com um tema delicado para algumas pessoas que é a deficiencia física (por mais que vocês não quisessem tratar disso no anúncio). É diferente quando usamos isso com bom-humor e entendemos que não foi o caso aqui. Pessoal, de volta para a prancheta e vamos trabalhar melhor esses títulos e um texto também que dê suporte a peça. Ai sim dá pra colocar no portifa.

Em nome de toda Megg, quero agradecer o Maurão pela oportunidade de colocar nossa cara barbuba para bater aqui. É um prazer poder avaliar o trabalho do pessoal.

Valeu!

P.S.: Se algum marujo com coragem suficiente quiser tomar o lugar do capitão, antes terá que me desafiar para um duelo de insultos. E pode apostar, nisso eu sou bom. Seus ratos magrelos de corveta. Argh!

30 Mar

And the winner is…

sep-cultura
Com vocês, o esperado resultado do Zeca Martins.

E aí vão minhas considerações, Ésse-Vês!

Enterro
Ótimo anúncio. Mas, sacumé, a gente não pode perder a oportunidade ser ser chato. Acho que o anúncio está publicável, numa boa. Mas, com certeza, se os criativos cutucassem um pouco mais, saía coisa melhor ainda.

Nova Geração
Puta título, bom layout e pisou na bola ao colocar o texto em azul sobre o fundo vermelho. É basico: essas duas cores, uma em cima da outra, vibram, o que atrapalha aleitura.

Mundo Interativo
Texto bom, mas poderia ser um pouquinho mais objetivo e enxuto.
Direção de arte primorosa, inspirada em Magritte. Também me fez lembrar um pouco as ilustrações surrealistas que o Roger Dean fazia para as capas dos discos do Yes. O diretor de arte mostrou que tem ótimas referências, o que é INDISPENSÁVEL em criação.

Where is the book
Mérito: título matador.
Quase mérito: o texto poderia dizer claramente o que é o e-board (nem todo mundo fala inglês, ué. Pra isso é que existe o cliente)
Demérito: layout caretaço
Ou seja, os criativos perderam a oportunidade de fazer um all type daqueles bem limpos, sem outros elementos para chamar a atenção para a mensagem que não fossem “a própria mensagem”.

Giz
Puta anúncio, tanto em texto quanto em direção de arte.

…. and the winner is…

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PIXELS
Neto Macedo

Eu colocaria este anúncio sem um pingo de dúvida no meu portfolio. Falar de inglês em pixels foi uma grande sacada, particularmente por haver sido – primorosamente – ilustrado com temas ingleses clássicos. Tudo a ver com o target (pais & filhos), porque falou com todo mundo de uma vez só. Excelente!

11 Mar

Como são feitos os julgamentos?

No PSV, o júri é escolhido aleatoriamente. E entendemos que eles prestam-nos um grande favor: a sua experiência e percepção no que diz respeito a portfolio.

O PSV nasceu para ser uma saída criativa para a maior deficiência da faculdade de publicidade: desenvolver portfólio. Justamente o que a Miami Ad School tanto valoriza em suas aulas: produzir portfolio.

Por isso, queremos dos nossos jurados as respostas para estas perguntas: Você colocaria a peça em questão em seu portfolio pessoal? Ao entrevistar um candidato para a criação de sua agência, você se surpreenderia positivamente ao se deparar com a peça em questão no portifa dele?

Só isso. Todo o resto é por conta do júri.

- A escolha da modo e da quantidade de vencedores: se apenas um winner, se o clássico 1º, 2º e 3º lugares, se um vencedor mais x menção(ões) honrosa(s), ou ainda se não houve vencedor, ué. Caso nenhuma peça atinja os requisitos mínimos, o júri pode nos passar um direto de direita: não houve vencedor e pronto.
Damos carta branca aos nossos jurados. Aí quem manda são eles.
Assim como acontece na hora da entrevista…

- Sua justificativa/análise/defesa/dicas: este item se tornou prática constante  e dá total credibilidade ao PSV em anexo ao veredito final, além de ser boa bagagem para todos nós.

Portanto, não se espante se um júri elegeu apenas um vencedor e outros se renderam a um pódio mais algumas menções honrosas.

Isso vai depender da qualidade de nossas peças, do frisson que causarmos, das dúvidas deliciosas que podemos colocar em suas cabeças.

Matem a pau pensando em seus portifas. Aproveitem cada ensinamento deixado, do brief até o veredito. E façam do PSV um festival publicitário mais fodástico do que o de Cannes. ;-)

Boa sorte.

06 Mar

Não há nada melhor para ativar o raciocínio e a criatividade.

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Zeca e China, dupla brasileira que trabalha na DDB de Moçambique, mandaram muito bem. Confere só:

Fala galera!

Em primeiro lugar, quero agradecer ao meu querido brother Maurão que, gentilmente, convidou a mim e ao China para participarmos como jurados. Valeu figura!
Então tá.  Tínhamos aí um puta brief e um puta produto. Ou seja, uma puta oportunidade de fazer um puta anúncio pra pasta.
China e eu acompanhamos o PSV diariamente, aflitos, torcendo pra que chegassem mais e mais trabalhos legais. E chegaram mesmo. Coisas legais, divertidas, bizarras, corretas, incorretas, bonitas. Enfim, tinha de tudo. E isso é bom e enriquecedor, pois podemos analisar as diversas soluções encontradas para resolver um único problema: ajudar as mulheres a fazerem cocô! hehe

Bom, antes de falar do TOP da vez, quero deixar algumas dicas, em especial, aos redatores:
Tenho visto erros ortográficos gritantes nas peças. E isso não pode acontecer, galera. Na agência a gente ainda conta com os revisores, que checam tudinho e nos impedem de passar vergonha. Aqui não temos esse privilégio.

É a nossa cara. É a nossa pasta. É a nossa imagem. Então, fiquem atentos. Às vezes, no desespero, a gente quer mandar logo a peça e faz com que o deadline perca o sentido. Afinal, se temos um bom prazo, dá tempo de caprichar.

Outra coisa, comecem a colocar mais raciocínio nos títulos. Parece que tem gente parada do tempo. É preciso evoluir, construir textos inteligentes, deixar de lado aqueles velhos truques de chamadas para varejo e eliminar de vez os horrendos trocadilhos. Não pensem que a ideia é a única coisa que conta. Se ela não estiver suportada por um bom título ou uma boa assinatura, perdeu. Não adianta nem colocar na pasta.

Vejam mais anúncios. Leiam mais títulos. Leiam mais livros (diversificados, por favor). Só assim é que a gente começa a ser mais criterioso. Aliás, essa palavrinha é o segredo: critério. Não achem que é possível fazer coisas do grande caralho sem ter um critério apurado.

Dicas do China, em especial, aos Diretores de Arte:
Principalmente por se tratar de um público e um produto “delicados”, a meu ver, a maior parte das peças estão demasiadamente poluídas. Textos mal distribuídos, elementos que não deixam a peça respirar, logotipo e packshot brigando por um espaço.

A escolha das fontes e o tamanho delas, na peça, também são fatores que devemos observar com cuidado. Outra coisa, quase todos usaram a setinha de Actívia desnecessariamente. Com um brief que dá tanta abertura para sair do comum, a última coisa que se deveria usar seria a seta.
Procurem ver mais referências, analisem como os grandes diretores de arte compõem o layout. Somos um dos países com a melhor direção de arte do mundo. Então, vamos fazer jus a esse título.

É isso aí, fazendo, aprendendo e fazendo mais. Parabéns a todos pela participação.

Então ok. Vamos ao Top.

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Direção de arte: Bruno Sousa
Redação: Erick Mendonça

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Os felizardos são o redator Erik Mendonça e o diretor de arte Bruno Sousa, com os 3 all types: “lambendo”, difícil” e “azulejo”
Caras, tens aí as únicas peças que colocaríamos em nossa pasta. De verdade. Claro, elas merecem alguns ajustes. Mas são, realmente, as melhores peças, na nossa opinião.

Os títulos estão redondaços. Mudaria apenas aquele de “lamber os dedos”. Colocaria ponto final, ao invés de vírgula para dar mais impacto. O texto complementar também pode melhorar.

A direção de arte não valoriza muito o anúncio, no geral. É preciso revê-la. Não tem necessidade de fazer “desenhinhos” com os títulos. E não obriguem o leitor virar a revista pra conseguir ler, a não ser que isso faça, essencialmente, parte da ideia. Coloquem os títulos na posição correta. A aplicação do pack tá legal, mas dá pra conseguir outro, com um pouco mais de resolução. Diminuir um pouquinho o reflexo e corrigi-lo também dará um charme a mais.

Não é qualquer diretor de arte que consegue fazer um bom all type. Mas estudando bem a composição dos elementos, é possível acertar. Toda pasta de diretor de arte deve conter pelo menos um all type (e tem que ser BOM!). Taí a sua oportunidade, Brunão. Aproveita os putas títulos do seu dupla e arrebenta (mas mantenha a simplicidade).

Mençõe Honrosas

Funciona direitinho

Destacamos também a diretora de arte Sabrina Traldi, pelo seu anúncio “funciona direitinho”. Temos aí uma ideia e um conceito bastante legais. Talvez essa não seja a execução mais correta, mas sua peça nos agradou bastante.

Outros trabalhos nos chamaram a atenção, mas falta aquilo que eu disse no início: aproveitar melhor o deadline do PSV. Comecem a caprichar mais. Tentem não fazer anúncios simplesmente para participar. Façam anúncios pensando, sobretudo, no portfolio.

É isso. Valeu a participação de todos. Qualquer coisa, estamos aí.